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Histórico

Publicado: Segunda, 30 de Março de 2020, 23h39 | Última atualização em Segunda, 30 de Março de 2020, 23h39 | Acessos: 3512

No período de grande industrialização nacional, impulsionada pelo lema de “cinquenta anos em cinco”, o Presidente Juscelino Kubitschek estabeleceu em São Paulo o mais novo dos Arsenais do Exército Brasileiro. Criado em 21 de maio de 1957, por meio do Decreto Presidencial nº 41.545, o Arsenal de Guerra de São Paulo é uma Organização Militar encarregada da fabricação, manutenção e revitalização de Produtos de Defesa.


Inicialmente, eram produzidos em suas oficinas os canhões sem recuo de 57 e 106 mm, de projeto norte-americano, além de estojos e ogivas de munição para canhões e obuseiros. Durante a produção do EE-9 Cascavel, nos anos oitenta, as seções de usinagem passaram a receber encargos de fabricação de seu canhão 90 mm. Com o fim das atividades de fabricação de armamento pesado, o Arsenal concentrou-se na tarefa de manutenção de quarto escalão. Atualmente, a Unidade possui oficinas modernas e equipadas para esse tipo de trabalho.

Em 1º de janeiro de 1997, o Arsenal de Guerra de São Paulo incorporou as instalações, o pessoal e as atribuições do Parque Regional de Manutenção da 2ª Região Militar. Essa incorporação é demasiada significativa para este Arsenal. Foi no antigo Parque Regional de Motomecanização (precursor do PqRMnt/2), nos anos sessenta, que oficiais e praças compuseram um competente grupo de trabalho sobre blindados. A partir de iniciativas na adaptação e repotencialização de viaturas, o antigo Parque da Mooca lançou as sementes para o projeto e fabricação de veículos blindados nacionais, cujos maiores representantes são os Urutus e Cascavéis, que, anos mais tarde, retornariam à sua casa, agora integrada ao Arsenal de Guerra de São Paulo.

Desde o início dos anos 2000, o Arsenal de Guerra de São Paulo vem executando os trabalhos do Programa de Revitalização, também conhecido como Projeto Fênix. Desta maneira, a Unidade vem contribuindo para a operacionalidade da Força Terrestre, com a manutenção de mais de 250 viaturas. Pode-se afirmar que o Programa de Revitalização de Viaturas Blindadas é um grande divisor de águas na história do AGSP, uma vez que consolidou a vocação desta Unidade para a engenharia de mobilidade terrestre e desenvolveu expertise suficiente para frutificar novos projetos, consolidados nos programas de revitalização de viaturas ambulâncias Toyota e na modernização do Urutu MII.

Com o advento da MINUSTAH a partir de 2004, o Arsenal tornou-se peça estratégica, passando a preparar viaturas Urutu para missões reais junto às tropas das Nações Unidas. Além de apoio técnico e logístico, o Arsenal também contribuiu com a adaptação de uma viatura blindada ambulância e com a preparação de dispositivos de proteção balística.

Além do Programa de Revitalização, carro chefe da produção, o Arsenal também atua nas mais diversas frentes: fabricação de redes de camuflagem, fabricação de toldos, manutenção de armamento leve e pesado, fabricação e manutenção de itens de intendência e inúmeras outras missões de apoio ou de produção eventual.

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